As inconstantes tempestades

terça-feira, dezembro 31, 2013


A gente nunca sabe o que quer.
Inconstantes nessa vida,
um dia, o talvez, pra gente, não existe.
Só existe o agora.
Ou é tudo ou é nada.
Mas ai eu me atropelo,
na vontade de chegar,
rápido a algum lugar.

Mas qual a graça de ter calma?
Qual a graça de entrar em algo que você já sabe como vai terminar?

Então vem e me atropela,
porque eu quero você aqui.
Quero te ver bem
e te fazer sorrir.
Sem pensar no amanhã
e no que já foi também.

Mas me perdoe, meu bem, se eu não conseguir.
Me perdoe se eu quiser sumir
e não querer mais nada.
Sou só um inconstante seguindo nessa estrada.
Uma pessoa que ainda não se basta,
mas que quer aprender a ser só dela.

Sou como tempestade,
que vem do nada,
faz uma bagunça danada e quando menos se espera, acaba.

E aí vem outra vez,
num outro dia, talvez,
na mesma semana ou num outro mês.
Indomada e imprevisível.

M.L.V.

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