Mr. Nobody, borboleta e déjà vu

quarta-feira, outubro 02, 2013



Estava lendo alguns textos sobre cosmologia, física e Dejá Vu. Ok, são assuntos meio aleatórios e que podem não ser interessantes para muitos, mas eu sempre gostei de coisas assim que "só porque você não pode ver, não significa que não existe."
Acredito em muitas dessas coisas e principalmente na física. Na lei de causa e efeito, ação e reação. E mesmo se não acreditar, acho um assunto muito interessante.

Creio nas energias que as coisas têm. Creio que para cada ação, existe uma consequência. Acredito em algo além do que se vê.

"What goes around comes around"

Os textos falam sobre a existência do multiverso. Um grande universo que abrange outros universos menores.
Teorias citam 7 universos paralelos, outras 3. O número varia. A questão é: Se o universo é infinito, ele deve começar a se repetir em algum ponto. Pois há um número finito em que a matéria pode se dispor nele.
De modo mais simples, se você conseguisse enxergar muito longe, você veria outra versão de si mesmo em um universo paralelo. Podendo estar fazendo a mesma coisa que você ou vivendo uma vida inteiramente diferente da sua.
Já imaginou, que louco?
Suas escolhas poderiam ser diferentes em cada vida. Sua personalidade, sua aparência…
Cada escolha que você faz causa um “efeito borboleta” (lembram desse filme?).
O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas, causar um terremoto por exemplo. Tudo isso faz parte da teoria do caos.
Toda essa história de universo paralelo e cópias de mim mesma também me fez pensar sobre Déjà Vu. Aquela sensação de que você já viveu aquele momento que você acabou de passar. É uma sensação muito estranha e legal ao mesmo tempo. As vezes, também sinto intuição, digo que algo vai acontecer e logo depois acontece.
E aquela saudade de algo ou alguém que você nem mesmo conheceu, ou nem sabe se existe?
Sonhos também. De todos os tipos. Coisas boas, coisas ruins, coisas que existem, coisas que não. Mas tudo parece tão real.
Porque os multiversos não podem ser uma explicação para tais sensações? É de se pensar.
O filme Mr. Nobody, com o maravilhoso Jared Leto, está na minha lista de filmes favoritos e foi a partir dele que comecei a me interessar por tais assuntos.
Muitas vezes, pensamos demais. Pensamos nos erros, nas oportunidades e reviravoltas da vida e ficamos nos perguntando. Como seria se eu tivesse feito outra escolha? Seguido outro caminho? Será que só existe uma escolha certa? Ou todas as escolhas são certas?
Todas nossas decisões afetam o nosso futuro, assim como as decisões de outras pessoas também nos afetam, gerando uma teia de interrelações.
No filme, Leto interpreta Nemo, em diversas vidas. Em cada uma, ele segue um caminho diferente e não sabe em qual das vidas quer viver.
O filme de Jaco Van Dormael vale a pena ser visto pela fotografia maravilhosa, pela interpretacao de Leto em várias faces, pela reflexão, pela trilha sonora que te faz viajar (literalmente) e pelas cenas hipnotizantes e envolventes. 
As cenas entre Nemo e Anna (um dos meus casais preferidos da ficção) são aonde isso mais acontece. 
Há intensidade e verdade ali. 

(Eis aqui umas das minhas cenas preferidas no mundo inteiro, com música mais preferida ainda)

É um filme paradoxal já que é de um “imaginário” tão forte ao mesmo tempo que apresenta verdades tão coerentes.

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