Mar Infinito

quinta-feira, novembro 28, 2013


Ela saiu pra ver o mar.
Depois de tempos de chuva.
Pois os pés na areia branca.
Sentiu as ondas e o cheiro da maresia.
O que ela sentia, já não fazia sentido.
Ah, como ela adorava esse cheiro de praia!

O vento nos cabelos a fazia esquecer dos dias sem sol.
Não pensava em se afogar.
Afogar de se culpar.
Só pensava em estar ali,
em paz, com a manhã e a claridade infinita.

Vai menina, deixa a luz te invadir.
Deixa o céu te abraçar.
O pôr do sol já vem vindo.
E ela não tem mais ninguém pra amar.

Cansou de tentar fazer a felicidade dos outros.
Cansou de se perder em se achar.
Seu sorriso estava lá, em algum momento de sanidade.
Tava cansada e esperava pelo fim do ano.

Quem sabe a mãe do mar não te ajude a ser mais forte, menina.
Quem sabe o que você procura está bem perto daqui.
Não desista, menina.
Deixe tudo de ruim ir embora com a maré.
Não se culpe, não se prenda e não perca tua fé.

Esse mar salgado substituirá tuas lágrimas.
Que você já está cansada de chorar.
Aqui você achou tua esperança.
Aqui você achou o teu lugar.

Tudo o que passou foi vivo.
Tudo o que fez foi de verdade.
E é isso que importa.
Só depende de você agora, a tua felicidade.
Boa sorte, menina.

M.L.V.

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