Vida sem Sal

quarta-feira, novembro 30, 2016


E, do nada lembrei de você 
meio James Dean, meio ator.
Algo daqueles momentos de reflexão da vida.
Das dúvidas e partidas.

Pra você eu era bem-vinda
e você pra mim era vício.
Querendo mais um abraço.
Ou mais um trago.
Me chamando sempre.
E eu indo.

Mas tu era tão pouco, 
e eu pedia um muito.
Eu era tanto, que
seu pouco foi me deixando aos poucos.
Meio de saco cheio 
e cabeça virada.
Meio assim querendo nada.
Cansada das desculpas esfarrapas.
Da "amiga" da igreja,
da facul,
da cerveja...

Logo eu que sempre fui inteira. 
E em tudo que faço.
Eu nunca quis dividir teu abraço.
Tua conversa vazia e boba.
Eu só tava ali.
E você com a outra.

Mas nada que já começa errado, termina bem.
Se arrependimento matasse,
não perderia amizades e noites sem sono.
Até tentei procurar alguém que te lembrava.
E mais enjoada ficava.

De tudo enfim,
pus um fim.
Afinal eu odeio perder tempo.
E quanto tempo eu perdi.
Me diverti.
Me iludi.
Me doei em vão.
Parti...

Sabe, 
eu gostava do teu pouco.
Mas gosto mais de mim.
E assim, 
cansei de viver essa vida sem Sal.

Pior de tudo é que no final,
você que se fez de bobo.
Depois de mais de um ano, 
apareceu de novo,
e me chamou de novo,
e de novo
e de novo.

Até vi você e a "amiga" na rua.
Ela chorando, 
e você me olhando.
Tive que te dar um fora bem dado,
pra ela não vir reclamar pro meu lado.

Olha agora, garoto.
Como a vida é.
De nada sei.
Nem me meto.
Só espero que esteja tranquilo.
Que aprenda ser mais que menino.
Que saiba como tratar uma mulher.

Estranho como parece estar preso naquele momento pra sempre.
Mas sei la,
não sou eu quem vai julgar.
Vai embora da minha cabeça de novo,
Já relembrei a lição,
pode ficar com o troco.

M.L.V.

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